Participando de um seminário
sobre educação me inscrevi em uma mesa-redonda sobre a temática ‘tecnologia e educação’ (alguma
coisa assim). Imaginei que ali fossem ser discutidas formas de como usar as
tecnologias na sala de aula e aproveitar o seu melhor para despertar o
interesse dos alunos para a disciplina e estimulá-los ao aprofundamento do tema
proposto.
Acho que meu deficit de atenção
me traiu mais uma vez e qual não foi minha surpresa, o debate se deu em torno
de como as tecnologias podem ser prejudiciais para o bom aproveitamento das
aulas e das relações. Um misto de inquisição e conselho de classe escolar onde
bravos professores, batendo no peito, cheio de orgulho, falavam sobre como
combater o uso impróprio do celular e as punições que advinham dessa ação.
Claro, que o uso improprio das
tecnologias atrapalha o bom andamento das aulas e não favorece o aprofundamento
das relações interpessoais. É óbvio que o toque indiscriminado do celular e o
atrativo dos ipads, ipods e smartphones desviam a atenção, irritam e incomodam
a todos.
Os bits imitam a vida. Não são
nossos celulares e aparelhos diversos que são mal educados, somos nós. A
Internet não é perigosa, o mundo o é. As relações não se acabam por conta do
facebook, que “aproxima quem está longe e distancia quem está perto”, nosso egoísmo
e nossa incapacidade de adiar prazer é
que afastam as pessoas. O Instagram não
é responsável por nosso desejo incontrolável de mostrar a todos como somos
felizes, nos divertimos e comemos bem.
O
CTRL-C, CTRL-V sempre existiram. Lembro-me das pesquisas feitas por mim
na época de estudante do ensino básico onde abria apenas um livro com conteúdo
indicado para estudo e quase que aleatoriamente marcava com o dedo (sem leitura
prévia) até aonde iria copiar. A culpa não é das teclas e sim do modelo de
pesquisa passado pelos professores e do comprometimento do estudante.
É tudo muito novo e ainda não
aprendemos a lhe dar com essa tecnologia mutante que não nos oferece tempo para
dominá-la. Talvez nunca consigamos. Negá-la, só nos distanciará cada vez mais
dela mesma e dos nossos jovens que parecem ter nascido com um chip de reprogramação
automática ao nascimento da cada novo equipamento ou programa.

Penso muito parecido com você, não sei o porquê, rsrsr
ResponderExcluirAcho mesmo que o mais importante é o como uso das ferramentas pode nos trazer vantagens pra relação com o mundo, afinal, os adultos da história somos nós...
Beijos