Na Idade Média, o modelo de
mulher começou a ser traçado pela Igreja Católica. Qualquer uma que não
conservasse os modos e a pureza de Maria (a mãe de Jesus) era automaticamente colocada em desacordo com a sociedade e por
tanto estava vulnerável a todo tipo de mazela próprio de quem é marginalizada. Esse
modelo de sociedade machista prevaleceu durante todos esses anos com uma ou
outra concessão, mas seguindo a mesma formula.
A Marcha das vadias é um
movimento originário do Canadá (2011) que rapidamente ganhou a simpatia do mundo,
pois entre os seus objetivos está o de alertar a sociedade sobre o fato de que
a mulher é dona do próprio corpo e que em pleno século XXI não pode existir uma
única alegação que justifique estupro ou maus tratos a uma mulher.
É lógico pensar que a responsável
desse modelo de sociedade é a própria Igreja Católica. É claro, ela é culpada! Mas, não é certo que nesse momento que a
Igreja se põe “nua” e exibe sua juventude em Copacabana tenhamos o direito de violentá-la, não temos o direito de violentar ninguém ou nada sob qualquer
alegação.
Não dá para responsabilizar todo
um movimento pela ação de alguns membros, sabemos que o ato que culminou com o
vandalismo (palavra da moda) contra as imagens foi resultado de um pequeno
grupo. Como disse o Papa Francisco sobre os escândalos que envolvem a Igreja “tem
uma floresta inteira crescendo, mas o barulho de uma árvore caindo nos impede
de ver”. A Marcha das Vadias tem uma mensagem
que precisa ser ouvida pela sociedade e não pode ser calada por umas poucas
vadias que não souberam separar na Igreja as vadias das Marias.
Parodiando o movimento:
“Posso rezar dez Ave Marias, mas a porra da Igreja é
minha”
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