segunda-feira, 29 de julho de 2013

A marcha das vadias e as vadias da marcha




Na Idade Média, o modelo de mulher começou a ser traçado pela Igreja Católica. Qualquer uma que não conservasse os modos e a pureza de Maria (a mãe de Jesus) era automaticamente  colocada em desacordo com a sociedade e por tanto estava vulnerável a todo tipo de mazela próprio de quem é marginalizada. Esse modelo de sociedade machista prevaleceu durante todos esses anos com uma ou outra concessão, mas seguindo a mesma formula.

A Marcha das vadias é um movimento originário do Canadá (2011) que rapidamente ganhou a simpatia do mundo, pois entre os seus objetivos está o de alertar a sociedade sobre o fato de que a mulher é dona do próprio corpo e que em pleno século XXI não pode existir uma única alegação que justifique estupro ou maus tratos a uma mulher.

É lógico pensar que a responsável desse modelo de sociedade é a própria Igreja Católica. É claro, ela é culpada!  Mas, não é certo que nesse momento que a Igreja se põe “nua” e exibe sua juventude em Copacabana tenhamos o direito de violentá-la, não temos o direito de violentar ninguém ou nada sob qualquer alegação.
Não dá para responsabilizar todo um movimento pela ação de alguns membros, sabemos que o ato que culminou com o vandalismo (palavra da moda) contra as imagens foi resultado de um pequeno grupo. Como disse o Papa Francisco sobre os escândalos que envolvem a Igreja “tem uma floresta inteira crescendo, mas o barulho de uma árvore caindo nos impede de ver”.  A Marcha das Vadias tem uma mensagem que precisa ser ouvida pela sociedade e não pode ser calada por umas poucas vadias que não souberam separar na Igreja as vadias das Marias.
Parodiando o movimento:

“Posso  rezar dez Ave Marias, mas a porra da Igreja é minha”

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